Neste domingo (29), a candidata a
vereadora em Santo André, Maria José Santos (17.222), marcou presença no Clube
Atlético Aramaçan, acompanhada de filho e neta, para aproveitar o belo dia de
sol em família. É claro, que o encontro com amigos e associados acabou levando
o papo para a esfera política e entre os temas abordados estavam a atual gestão
Municipal, o desempenho dos atuais vereadores nos últimos quatro anos e
bastidores das eleições 2012.
| Maria José recebeu o apoio e carinho de amigos |
| Maria José ouviu associados no Aramaçan |
É de conhecimento público que
entre os candidatos estão membros do conselho deliberativo e da diretoria do
clube. Uma preocupação de muitos é que tais pessoas possam se beneficiar de
seus cargos em busca do eleitorado ali dentro, que conta com mais de 25 mil
associados. Se levado em conta que no ultimo pleito Municipal houveram cerca de
380 mil votos válidos, o número ganha maior proporção.
"Estava numa conversa com um amigo e entreguei
meu cartão com número de candidatura. Logo em seguida fui abordado por um
membro da diretoria me cobrando o ato. Comentei que não estava panfletando e
sim entregando meu número a um conhecido que me pediu o dado, o que existe uma
diferença enorme. E o mais engraçado é que minutos antes, fui abordado na saída
da sauna, por um associado, informando-me que um membro da diretoria estava entregando
seu panfleto no local, após pagar uma rodada de comes e bebes a todos que
estavam por lá. Comentei a situação e a reação imediata desse membro da
diretoria foi virar-me as costas, esquecendo o assunto inicial. Ou seja, me
cobrou algo, que não tinha fundamento e pior, tem agido de maneira irregular, podendo
estar ferindo inclusive as leis do processo eleitoral,” comentou um candidato e
associado, que prefere ficar anônimo.
O estatuto interno do clube diz
que a agremiação não pode tomar partido político por qualquer pessoa, não
beneficiando quem quer que seja. Uma outra questão importante, são as normas internas e comerciais, que não permite a panfletagem no seu espaço
interno, sem a devida autorização e aprovação. Também é necessário, óbvio, levar em conta a legislação eleitoral no
que diz respeito à divulgação de candidatos.
Uma idéia que teve boa aceitação,
apoiada abertamente pela candidata Maria José Santos (17.222), foi a de utilização
de um espaço na revista interna do clube, informando dados eleitorais de todos
os associados que possuem pretensões na próxima eleição, com o mesmo espaço e
informando os demais associados e eleitores.
“Acredito que uma atitude como essa mostraria imparcialidade do Aramaçan, transparência e proporciona igualdade a todos que
possam vir a utilizar esse meio social, que é o clube, para divulgar suas
informações de candidatura. Existem membros da diretoria que são candidatos,
suplentes de partidos que obtiveram números expressivos, na ultima eleição,
utilizando o espaço interno do clube, inclusive um vereador eleito com votos
conseguidos em sua maioria, dentro desse mesmo espaço. Nada mais justo que os
associados e eleitores, conheçam todos, assim temos um processo justo, democrático
e de prestação de serviço ao associado. Todos os segmentos da sociedade merecem
ter seus representantes no Legislativo, inclusive o Aramaçan e seus 25 mil
associados,” opinou Maria José Santos.
A principal preocupação fica por
conta do abuso de poder dos membros da diretoria, privilegiando uns e cerceando
o direito de outros. “O que não pode acontecer é favorecer os candidatos
membros do corpo diretivo e pegar no pé de outros candidatos, que também contam
com a simpatia de muitos associados. Todos sabem que de dentro do clube podem
sair votos importantes na busca por um espaço e cadeira na Câmara. Eleições
anteriores já nos mostraram isso,” completou Maria José.
| Corpo diretivo Aramaçan 2002 a 2005 |
A
advogada e moradora de Santo André, há cerca de 30 anos, foi uma das
idealizadoras do futebol feminino no Clube Atlético Aramaçan. Entre 1992 e
1996, ajudou a quebrar um “tabu”, implantando a prática de uma modalidade
esportiva, tipicamente masculina, às mulheres. As raízes do futebol feminino
foram tão profundas, que até hoje é praticado no clube. Além de associada nos
últimos 25 anos, foi membro do corpo diretivo do clube, entre 2002 e 2005 e uma
das poucas mulheres conselheiras eleitas, de 1998 a 2001. Maria José foi ainda
funcionária do clube por quase 7 anos.
Jornalista Thiago Oliveira - MTB: 65.119
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