segunda-feira, 30 de julho de 2012

Maria José pede igualdade, imparcialidade e respeito à democracia no Aramaçan


Neste domingo (29), a candidata a vereadora em Santo André, Maria José Santos (17.222), marcou presença no Clube Atlético Aramaçan, acompanhada de filho e neta, para aproveitar o belo dia de sol em família. É claro, que o encontro com amigos e associados acabou levando o papo para a esfera política e entre os temas abordados estavam a atual gestão Municipal, o desempenho dos atuais vereadores nos últimos quatro anos e bastidores das eleições 2012.


Maria José recebeu o apoio e carinho de amigos
O dia ensolarado motivou diversos candidatos a comparecer no clube, entre eles, até um candidato ao Executivo andreense. Nas discussões e conversas informais, o tema mais abordado foi sobre o número de candidatos ao Legislativo composto pelos associados do clube. Cerca de 25 pleiteantes sócios do Aramaçan possuem pretensões na próxima eleição e discussões de como o processo vem sendo administrado dentro do clube e se o estatuto interno vem sendo seguido, foram temas abordados.

Maria José ouviu associados no Aramaçan
É de conhecimento público que entre os candidatos estão membros do conselho deliberativo e da diretoria do clube. Uma preocupação de muitos é que tais pessoas possam se beneficiar de seus cargos em busca do eleitorado ali dentro, que conta com mais de 25 mil associados. Se levado em conta que no ultimo pleito Municipal houveram cerca de 380 mil votos válidos, o número ganha maior proporção.


"Estava numa conversa com um amigo e entreguei meu cartão com número de candidatura. Logo em seguida fui abordado por um membro da diretoria me cobrando o ato. Comentei que não estava panfletando e sim entregando meu número a um conhecido que me pediu o dado, o que existe uma diferença enorme. E o mais engraçado é que minutos antes, fui abordado na saída da sauna, por um associado, informando-me que um membro da diretoria estava entregando seu panfleto no local, após pagar uma rodada de comes e bebes a todos que estavam por lá. Comentei a situação e a reação imediata desse membro da diretoria foi virar-me as costas, esquecendo o assunto inicial. Ou seja, me cobrou algo, que não tinha fundamento e pior, tem agido de maneira irregular, podendo estar ferindo inclusive as leis do processo eleitoral,” comentou um candidato e associado, que prefere ficar anônimo.


O estatuto interno do clube diz que a agremiação não pode tomar partido político por qualquer pessoa, não beneficiando quem quer que seja. Uma outra questão importante, são as normas internas e comerciais, que não permite a panfletagem no seu espaço interno, sem a devida autorização e aprovação. Também é necessário, óbvio, levar em conta a legislação eleitoral no que diz respeito à divulgação de candidatos.


Uma idéia que teve boa aceitação, apoiada abertamente pela candidata Maria José Santos (17.222), foi a de utilização de um espaço na revista interna do clube, informando dados eleitorais de todos os associados que possuem pretensões na próxima eleição, com o mesmo espaço e informando os demais associados e eleitores.


“Acredito que uma atitude como essa mostraria imparcialidade do Aramaçan, transparência e proporciona igualdade a todos que possam vir a utilizar esse meio social, que é o clube, para divulgar suas informações de candidatura. Existem membros da diretoria que são candidatos, suplentes de partidos que obtiveram números expressivos, na ultima eleição, utilizando o espaço interno do clube, inclusive um vereador eleito com votos conseguidos em sua maioria, dentro desse mesmo espaço. Nada mais justo que os associados e eleitores, conheçam todos, assim temos um processo justo, democrático e de prestação de serviço ao associado. Todos os segmentos da sociedade merecem ter seus representantes no Legislativo, inclusive o Aramaçan e seus 25 mil associados,” opinou Maria José Santos.


A principal preocupação fica por conta do abuso de poder dos membros da diretoria, privilegiando uns e cerceando o direito de outros. “O que não pode acontecer é favorecer os candidatos membros do corpo diretivo e pegar no pé de outros candidatos, que também contam com a simpatia de muitos associados. Todos sabem que de dentro do clube podem sair votos importantes na busca por um espaço e cadeira na Câmara. Eleições anteriores já nos mostraram isso,” completou Maria José.



Corpo diretivo Aramaçan 2002 a 2005
A advogada e moradora de Santo André, há cerca de 30 anos, foi uma das idealizadoras do futebol feminino no Clube Atlético Aramaçan. Entre 1992 e 1996, ajudou a quebrar um “tabu”, implantando a prática de uma modalidade esportiva, tipicamente masculina, às mulheres. As raízes do futebol feminino foram tão profundas, que até hoje é praticado no clube. Além de associada nos últimos 25 anos, foi membro do corpo diretivo do clube, entre 2002 e 2005 e uma das poucas mulheres conselheiras eleitas, de 1998 a 2001. Maria José foi ainda funcionária do clube por quase 7 anos.



Jornalista Thiago Oliveira - MTB: 65.119

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